Mir e cols
Queens University , Kingston , Canada
HPB 2021, 23, 1773-1788
Apesar da existência de vários modelos prognósticos pós-operatórios após cirurgia hepática, existem poucas avaliações dos seus resultados.
A descompensação hepática após hepatectomia parcial é uma complicação grave que ocorre em 0,7 a 34% dos casos.
Modelos prognósticos já estabelecidos, como Child-Pugh e MELD, são utilizados com frequência para decisões cirúrgicas apesar de não terem sido desenvolvidos para esta finalidade.
Este artigo faz uma revisão sobre os trabalhos que avaliam índices prognósticos de descompensação hepática após hepatectomias parciais.
36 trabalhos foram selecionados num universo de 8032 estudos identificados
A maioria dos trabalhos foram estudos unicêntricos e retrospectivos.
8 fatores prognósticos foram estudados :
eFLRF , MELD, E-PASS, mE-PASS, P-POSSUM, APRI, ALBI, ALICE e Child-Pugh
As casuísticas avaliadas nos estudos variou de 28 a 1868 pacientes, sendo em apenas 7 > 500 pacientes.
A grande maioria das ressecções envolveu mais de 4 segmentos para tratamento de doenças malignas – metástases colorretais , hepatocarcinoma, colangiocarcinoma.
Utilizou-se critérios do ISGLS para definição de insuficiência hepática na maioria dos estudos e a ocorrência de insuficiência hepática variou de 1,7% a 43,4%.
Os preditores pré-operatórios mais comumente utilizados foram :
ICGR15
Contagem de Plaquetas
Bilirrubinas
15 diferentes definições de insuficiência hepática foram encontradas, tornando difícil uma uniformização e análise dos dados
A conclusão desta análise é que a ausência da uniformização dos critérios e a heterogeneicidade das populações estudadas dificultam o estabelecimento de critérios fidedignos com avaliações estatisticamente significativas para padronização dos fatores pré-operatórios sobre riscos de insuficiência hepática pós-hepatectomias parciais.